Unidade será construída em Goiânia, ao lado do Complexo Oncológico do Estado, e terá 22 apartamentos sustentáveis para acolher famílias de pacientes em tratamento. Investimento será de R$ 22 milhões.
O governador Ronaldo Caiado se reuniu nesta quinta-feira (14/08) com representantes do Instituto Ronald McDonald para discutir os detalhes finais do projeto da Casa Ronald McDonald em Goiânia. A unidade, que será a maior da América do Sul, terá 22 apartamentos voltados ao acolhimento de familiares de pacientes atendidos no Complexo Oncológico de Referência do Estado de Goiás (Cora).
A construção será feita em um terreno doado pelo Governo de Goiás e terá investimento total de R$ 22 milhões. A previsão é que as obras sejam concluídas em até 10 meses. Com 2,1 mil metros quadrados, o projeto prevê arquitetura sustentável, com telhado verde, reaproveitamento de água, eficiência energética e ambientes voltados à convivência, como brinquedoteca, refeitório, sala de estudos e jardim.
“É algo que garante continuidade e qualidade no tratamento da criança. Ela será operada e continuará com o acolhimento da família ao lado o tempo todo”, destacou Caiado, ao receber oficialmente a planta do projeto e reforçar o compromisso do Estado com a saúde humanizada.
A manutenção da Casa ficará sob responsabilidade da Fundação Ronald McDonald, que oferecerá cinco refeições diárias aos acolhidos e equipe própria de atendimento. Além dos 22 apartamentos, haverá o Espaço da Família Ronald McDonald, com capacidade para atender até 30 famílias por dia em regime de day use – sem pernoite, mas com acesso a toda a estrutura durante o dia.
A CEO do Instituto Ronald McDonald, Bianca Provedel, destacou a conexão entre os princípios da instituição e a estrutura já adotada no Cora. “Quando a gente vê que numa consulta médica há uma roda de conversa, com cadeira para a criança participar, isso é cuidado centrado na família. Isso está no centro da nossa missão”, afirmou.
Apoio institucional e social
A construção será viabilizada com o apoio da iniciativa privada. A empresa Marfrig será responsável pelo custeio da edificação e do mobiliário. Já a arrecadação do McDia Feliz, programado para o dia 23 de agosto, terá 100% da venda revertida para o projeto em Goiânia.
“Essa casa será um marco de cuidado e solidariedade. É inédita na América do Sul e só será possível pela união de esforços”, afirmou Ricardo Rocha, diretor jurídico da Marfrig.
O diretor de Relações Governamentais da Arcos Dorados (maior franqueada McDonald’s na América Latina), Fernando de Paula, também ressaltou a importância simbólica da iniciativa. “O mundo virá aqui ver. Goiânia vai se tornar referência em acolhimento”, disse.
Atualmente, existem 162 Casas Ronald McDonald no mundo. No Brasil, a unidade goiana será a 11ª. A primeira foi inaugurada no Rio de Janeiro em 1994.
Estrutura do Cora avança
O projeto da Casa Ronald McDonald reforça o cuidado oferecido pelo Cora, que já recebeu os primeiros pacientes infantis em junho deste ano. O complexo é uma das maiores obras em saúde da história de Goiás, com R$ 192,7 milhões em obras e R$ 63,2 milhões em equipamentos apenas na fase já entregue.
A previsão é que a ala adulta, com 100 leitos de internação, fique pronta entre 2026 e 2027. Já os setores de prevenção e os alojamentos para familiares devem ser concluídos até 2028. O investimento total estimado no complexo é de R$ 730 milhões.
“Quem doa para um hospital do câncer, está doando esperança, possibilidade de cura e vida”, afirmou o secretário de Saúde, Rasível Santos. Já o secretário de Indústria e Comércio, Joel Sant’Anna Braga Filho, reforçou o impacto emocional do acolhimento: “Para uma criança com câncer, ter os pais por perto representa 50% da cura”.



