Escolher o nome de um bebê é um momento especial e cheio de significado. Muitos pais buscam nomes originais, homenagens ou expressões de identidade. Mas nem toda escolha é livre: alguns nomes não podem ser registrados no Brasil, e a decisão do cartório ou da Justiça busca proteger a criança de constrangimentos futuros.
Por que alguns nomes são proibidos?
O principal objetivo das regras é evitar bullying, humilhação e problemas administrativos ao longo da vida da criança. Nomes inadequados podem causar dificuldades em escolas, no ambiente de trabalho e até em documentos oficiais.
Entre os critérios mais comuns para recusa estão:
- Palavrões ou termos ofensivos
- Referências humilhantes ou vexatórias
- Combinações que formem frases ou descrições
- Uso exclusivo de números, símbolos ou grafias incompreensíveis
- Títulos de autoridade ou figuras religiosas fora de contexto
Embora não exista uma lista oficial de nomes proibidos no Brasil, o cartório tem autonomia para negar registros que possam prejudicar a criança. Caso os pais contestem a decisão, o caso pode ser levado à Justiça.
Alguns nomes que já foram recusados
Ao longo dos anos, diversos nomes chamaram atenção por serem considerados inadequados ou terem gerado polêmica em cartórios e tribunais. Entre eles:
Exemplos de nomes proibidos:
Aborto, A declarar, Acolhedora, Amateur, Anal, Andarilho, Aquilo que eu gosto, Arrombado, Atimorto, Bacanal, Bacurinha, Banguela, Bicha, Biscoito Recheado, Boca Banguela, Boquete, Bucéfula, Cachorra, Cadáver, Caixa dos Prazeres, Calcinha, Capô de Fusca, Caverna Misteriosa, Chalerinha, Chupada, Cocota, Dita Cuja, Encantada, Errata de Campos, Erótica, Esfiha, Fantasias Sexuais, Fetiche, Fulano de Tal, Garagem da Frente, Identidade Desconhecida, Inexistente, Largo do Bilau, Massa Folhada, My Precious, Não Cadastrado, Não Consta, Não Declarado, Não Identificado, Olho de Tandera, Pai Ignorado, Papai Noel, Pitbicha, Porca do Parafuso, Prostituta, Quenga, Recém-Nascido, Rambo da Silva, Rua sem Saída, Safado, Pimpolha, Sem Mãe, Setor de Embarque, Sonho Recheado, Suruba, Taturana, Tesouro de Pobre, Tomas Turbando, Uh Tererê, Vagabundo, Velcro, Vibrador, Vídeo Caseiro, Voyeurismo, Xumbrega.
Proteção e bem-estar
A legislação e as normas cartoriais não existem para padronizar nomes, mas para garantir que o registro não se torne um obstáculo ou fonte de constrangimento na vida da criança. Dessa forma, pais ainda podem criar nomes originais, mas precisam respeitar limites legais e éticos.
Escolher o nome de um filho envolve responsabilidade e criatividade. No Brasil, a lei busca equilibrar liberdade dos pais e proteção dos filhos, garantindo que a primeira decisão da vida da criança não gere problemas futuros.


